5 Passos práticos para aumentar a autoestima e o amor-próprio na Era Digital
Vivemos em uma era em que tudo é exposto, comparado e julgado. A Geração Z, jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e 2010, cresceu conectada, com acesso ilimitado à informação, mas também à comparação constante.
Entre filtros, curtidas e algoritmos, surge uma pergunta profunda: como manter a autoestima em um mundo onde o valor pessoal parece depender de validação externa?
A boa notícia é que a psicologia tem respostas práticas e acolhedoras para isso.
Vamos entender como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o Mindfulness e a Psicologia Positiva podem ajudar a construir uma autoestima real, sólida e independente da aprovação alheia.
O que é autoestima e o que ela não é
Autoestima não é se sentir bem o tempo todo, nem acreditar que é “melhor que os outros”.
Pelo contrário: autoestima é reconhecer o próprio valor, mesmo quando se falha ou se é imperfeito.
A TCC explica que a autoestima está profundamente ligada aos pensamentos automáticos e crenças centrais, aquelas vozes internas que dizem:
“Eu não sou bom o suficiente.”
“Ninguém gosta de mim.”
“Preciso ser perfeito para ser aceito.”
Essas crenças, muitas vezes formadas na infância, ganham força com as comparações das redes sociais.
E é aí que nasce o ciclo: quanto mais me comparo, mais me sinto inferior, e quanto mais me sinto inferior, mais busco aprovação.
Romper esse ciclo é possível, e começa com consciência emocional.
A influência das redes sociais na autoestima da Geração Z
Pesquisas recentes em neurociência mostram que as curtidas e notificações ativam o sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina — o neurotransmissor do prazer.
Com o tempo, o cérebro passa a associar “validação digital” com valor pessoal.
Por isso, muitos jovens sentem ansiedade quando uma postagem não tem engajamento, ou quando veem outros vivendo o que parece ser uma vida “melhor”.
Mas a verdade é que as redes sociais mostram recortes, não realidades.
Comparar-se a esses fragmentos é injusto, com você mesmo.
“Autoestima não é sobre ser perfeito, mas sobre se permitir ser humano.” 🌱
Como fortalecer a autoestima na Geração Z (5 passos práticos)
1. Questione seus pensamentos automáticos
Quando perceber autocrítica (“nada que eu faço é bom”), pergunte-se:
“Qual é a evidência real disso?”
“Estou sendo justo comigo?”
Essa técnica, central na TCC, ajuda a desafiar pensamentos distorcidos e a criar uma narrativa mais realista sobre si mesmo.
2. Pratique Mindfulness
Mindfulness ensina a observar os pensamentos sem se identificar com eles.
Experimente: feche os olhos por um minuto e perceba o que surge, sem julgar, sem tentar mudar.
Isso cria espaço interno entre o “que penso” e o “quem eu sou”.
3. Conecte-se com valores pessoais
Em vez de buscar aprovação, pergunte-se:
“O que é importante para mim?”
“Que tipo de pessoa eu quero ser?”
Viver com base em valores — não em likes — traz coerência e autoconfiança.
4. Cuide do diálogo interno
Fale consigo como falaria com alguém que ama.
Substitua frases como “sou um fracasso” por “estou aprendendo”.
A autocompaixão é um pilar da autoestima saudável.
5. Busque apoio psicológico
A psicoterapia é um espaço de acolhimento e autoconhecimento.
Um psicólogo pode ajudá-lo a entender a origem da baixa autoestima, ressignificar crenças antigas e desenvolver autoaceitação genuína.
A TCC, em especial, trabalha com exercícios práticos para fortalecer a autoconfiança e a percepção de valor pessoal.
Autoestima e autenticidade: o poder de ser quem você é
A Geração Z tem uma força única: a busca por autenticidade.
Ao contrário de gerações anteriores, esses jovens valorizam vulnerabilidade, diversidade e expressão individual.
Por isso, cultivar autoestima é também um ato de resistência, um modo de dizer:
“Eu posso ser eu, sem precisar me encaixar.”
A Psicologia Positiva ensina que o bem-estar vem da congruência entre quem você é e como você vive.
Quando suas ações refletem seus valores, a autoestima floresce naturalmente.
Conclusão: a coragem de se aceitar
Fortalecer a autoestima na geração Z é um convite à coragem, a coragem de ser imperfeito, real e humano em um mundo filtrado.
Não há autoestima verdadeira sem vulnerabilidade.
E não há amor-próprio sem aceitação.
Se você sente que sua autoestima tem oscilado, a psicoterapia pode ser um caminho de reconexão profunda consigo mesmo.
Porque antes de buscar aprovação, é essencial aprender a se aprovar.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Por que a Geração Z tem mais dificuldade com autoestima?
Por causa da comparação constante e da exposição nas redes sociais, que reforçam padrões irreais e pressão por desempenho.
2. A terapia ajuda a aumentar a autoestima?
Sim. Especialmente a TCC, que trabalha a reestruturação de pensamentos e o fortalecimento da autocompaixão.
3. Mindfulness pode ajudar na autoestima?
Sim. Mindfulness ensina a observar pensamentos sem julgá-los, reduzindo a autocrítica e aumentando a aceitação.
4. É normal a autoestima oscilar?
Sim. Todos os seres humanos têm dias de insegurança. O importante é aprender a se acolher nesses momentos.